Review: Diablo 2 Resurrected (2021)


Alguns jogos conseguem sobreviver ao tempo de forma surreal, às vezes parece inexplicável e além do jogo mais do que bem feito, ás vezes pode ser pacto com o tinhoso, e veja bem, a última opção se encaixa perfeitamente aqui. Diablo 2 foi lançado nos anos 2000 e mesmo mais de 20 anos depois, se descobrem coisas sobre o jogo e Diablo 2 Resurrected vem para dar uma versão mais bonita e a oportunidade para quem nunca jogou o clássico.

Tinhoso 2 o retorno

Diablo 2 dá sequência aos eventos do primeiro game, Diablo de 1996, no qual o herói encara o Tinhoso no inferno, vence a batalha, contudo, o Diablo acaba possuindo seu corpo para seguir vagando por aqui e seguir com seus objetivos malignos. Com a companhia de Andariel, Duriel, Mephisto e os aventureiros que falharam no primeiro game (a arqueira e o feiticeiro) ele segue seus planos.


Mesmo com um viajante tentando manter os poderes do Diablo selados e enfraquecê-lo, o tinhoso tenta por todo lugar que ele vai corrompê lo, e com isso, vai se formando uma legião de mortos vivos por ele passou, e enfim, ele consegue seus poderes e vai além se tornando o Senhor da Destruição.

Uma velha aventura repaginada

Apesar de ser da geração, lembrar de algumas coisas e ter amigos que simplesmente moraram no jogo e só vi os país novamente quando por algum motivo de força maior o PC desligava, eu tive mais contato com o primeiro Diablo por existir a versão de console, e praticamente exigindo um Memory Card inteiro para ele ou nada de jogo e personagem salvo, tá ok?

Diablo 2 era o pacto que não alcancei e esperava algum dia poder jogar. Mal sabia que isso demoraria mas seria muito bem recompensado, já que PC só foi fazer parte da minha vida para também jogar em meados de 2008, até os dias de hoje os consoles são meus amigos. E curiar informações aqui e ali sobre o jogo ao longo de uma década, e, relembrar o climinha gosto do apocalipse no terceiro game, ajudaram para esse momento.


Mesmo com opções visuais mais avançadas, Diablo 2 consegue logo de cara nos dar um ar nostálgico para respirar profundamente quando começamos a escolher o personagem da nossa campanha. Caso você tenha visto o início da nossa saga na Twitch, e, seguindo o guia aqui, fomos para a exploração com a Feiticeira Joana (eu me recuso a tradução utilizada agora ser Maga...) e o controle do gelo.

Aquele ar de um RPG de mesa bem adaptado ao mundo eletrônico é um dos melhores pontos da saga Diablo. Junta uma geração que teve Dungeons And Dragons na sua vida misturada com o game, e temos aqui um bom material que até poderia ter sido feito pela Wizards of the Coast, mas vamos seguir falando de coisas boas.

Vai uma masmorra, meu nobre?


Passado o momento que misturou vivência com elementos que formam a base do Diablo, vamos falar um pouco do jogo. Apesar de não ter a experiência passada desse lançamento, todos os demais aspectos e experiência com os outros do jogos da saga me fizeram me sentir como se de alguma forma eu já tivesse pisado aqui.

Um visual mais bonito que me puxa pro terceiro, o modo clássico de carregar itens, brigar e evoluir o personagem como aprendi no primeiro jogo. Como um bom RPG clássico exploraremos as áreas ao redor, encontraremos masmorras para desafiar, realizaremos missões e tentaremos salvar esse mundo de novo.


Preparar para o "grind farm" é fundamental pois podemos ir até o nível 99 e quanto mais fortes estivermos, teoricamente mais fácil varrer o caminho até chegarmos aos Senhores das Trevas que contam com o reforço do Senhor da Destruição. O vilão surgiu na expansão do game original, e aqui,  Resurrected integra game e expansão para jogarmos.
Ou seja, paciência também é necessária se você quer derrotar o Diablo e amigos. Junto com ela teremos diversos tipos de recompensas e imersão na história ao interagirmos com os NPCs de diversas maneiras.

Hu mo gu ba fei di tao



Com 20 anos de estrada muito bem vividos e com legião de adoradores, pera, fãs é menos pior? Diablo 2 Resurrected nos traz o clássico com elementos mais modernos dos games, leva pela primeira vez a experiência dessa edição para os consoles e abraça na medida certa os antigos e novos fãs.

Em meio a tantos problemas que vimos a Blizzard envolvida nos últimos meses, dá um certo alívio e alegria ver que ao menos no que foi comprometido de manter e entregar, Diablo 2 Resurrected chegou da melhor maneira possível, dibrando os problemas da casa e dando alegria aos adoradores.

Diablo 2 Resurrected está disponível para PC, PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series e Nintendo Switch. A versão jogada para o review foi a de PC.

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