A sociedade dia e noite reforça uma lógica super discutível: qualidade medida em números. O tanto de milhões e prêmios ganhos, mesmo os milhões do orçamento acabam virando critério (bem errado, diga-se de passagem) para "definir" se um filme será bom ou não.
E o DCEU precisa desesperadamente de um herói. Melhor ainda se for heroína. Apesar da passagem curta por Batman vs Superman, Gal Gadot conquistou os corações nerds, e parte para sua aventura solo, mostrando a origem da origem da justiça com Diana Prince. Quem comanda o barco é Patty Jenkins, que agora é parte de uma lista muito, muito curta de diretoras a trabalharem num filme com orçamento de U$ 100 milhões, com estimativa de na real o valor ser de U$ 120 milhões.
Ainda assim, o orçamento do filme é 100 milhões menor que Homem de Aço, 50 milhões menor que Esquadrão Suicida, e muito menor que os 250 milhões de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.
Problema? Não mesmo.
Grandes orçamentos não provam muita coisa. E existem exemplos de que pouco dinheiro pode sim se converter em grandes bilheterias, é uma questão de esforço, e deixar claro qual é a abordagem.
Apesar dos 1.2 bilhões faturados com o filme mais recente, o começo de Velozes e Furiosos foi bem modesto: o primeiro filme em 2001 teve U$ 38 milhões de orçamento, e fez um montante de U$ 207 milhões. A verba aumentou proporcionalmente ao caixa, e hoje chegamos onde chegamos.
Quer algo mais nerd? Star Wars. Ok, o primeiro filme foi lançado em 1977, outros tempos da vida e tecnologia, mas ainda assim: U$ 11 milhões se transformaram em U$ 44 milhões. Rogue One, cujo orçamento foi de robustos U$ 200 milhões, saiu de cartaz rindo a toa, com mais de U$ 1 bilhão no bolso. Até Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2, que fez mais de U$ 650 milhões com U$ 160 milhões, é um exemplo muito interessante de custo-benefício.
E respire fundo, os exemplos não terminam por aí:
Mas os dois exemplos favoritos da Pessoa que Vos Fala™ são Deadpool e Logan.
Sim, eu sei. Ambos os filmes tem uma proposta totalmente diferente de Mulher Maravilha, mas eu os considero os melhores exemplos do texto por um motivo: abordagem. Com U$ 58 milhões, Ryan Reynolds & cia faturaram quase U$ 800 milhões. Já a despedida de Hugh Jackman, onde ele até cortou o salário para o filme ter mais dinheiro, com U$ 97 milhões passou os U$ 600 milhões em bilheteria.
E o DCEU precisa desesperadamente de um herói. Melhor ainda se for heroína. Apesar da passagem curta por Batman vs Superman, Gal Gadot conquistou os corações nerds, e parte para sua aventura solo, mostrando a origem da origem da justiça com Diana Prince. Quem comanda o barco é Patty Jenkins, que agora é parte de uma lista muito, muito curta de diretoras a trabalharem num filme com orçamento de U$ 100 milhões, com estimativa de na real o valor ser de U$ 120 milhões.
Ainda assim, o orçamento do filme é 100 milhões menor que Homem de Aço, 50 milhões menor que Esquadrão Suicida, e muito menor que os 250 milhões de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.
Problema? Não mesmo.
Grandes orçamentos não provam muita coisa. E existem exemplos de que pouco dinheiro pode sim se converter em grandes bilheterias, é uma questão de esforço, e deixar claro qual é a abordagem.
Apesar dos 1.2 bilhões faturados com o filme mais recente, o começo de Velozes e Furiosos foi bem modesto: o primeiro filme em 2001 teve U$ 38 milhões de orçamento, e fez um montante de U$ 207 milhões. A verba aumentou proporcionalmente ao caixa, e hoje chegamos onde chegamos.
Quer algo mais nerd? Star Wars. Ok, o primeiro filme foi lançado em 1977, outros tempos da vida e tecnologia, mas ainda assim: U$ 11 milhões se transformaram em U$ 44 milhões. Rogue One, cujo orçamento foi de robustos U$ 200 milhões, saiu de cartaz rindo a toa, com mais de U$ 1 bilhão no bolso. Até Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2, que fez mais de U$ 650 milhões com U$ 160 milhões, é um exemplo muito interessante de custo-benefício.
E respire fundo, os exemplos não terminam por aí:
- X-Men: O Filme, teve orçamento de U$ 75 milhões;
- Todos os filmes da trilogia Senhor dos Anéis foram produzidos por menos de U$ 100 milhões cada, e todos faturaram mais de U$ 900 milhões (cada);
- Transformers, cuja base de fãs é tão estabilizada feito a de Mulher Maravilha, fez mais de U$ 700 milhões com U$ 150 milhões de orçamento;
- E Piratas do Caribe, produzido com U$ 140 milhões num tempo onde os filmes sobre piratas pareciam mortos e enterrados, saiu-se nada mal em 2003 com seus mais de U$ 650 milhões.
Mas os dois exemplos favoritos da Pessoa que Vos Fala™ são Deadpool e Logan.
Sim, eu sei. Ambos os filmes tem uma proposta totalmente diferente de Mulher Maravilha, mas eu os considero os melhores exemplos do texto por um motivo: abordagem. Com U$ 58 milhões, Ryan Reynolds & cia faturaram quase U$ 800 milhões. Já a despedida de Hugh Jackman, onde ele até cortou o salário para o filme ter mais dinheiro, com U$ 97 milhões passou os U$ 600 milhões em bilheteria.
E por que eles são os exemplos que eu mais gosto? Em ambos os casos a Fox soube exatamente como vender os filmes, fez campanhas de marketing muito boas, sendo Logan uma das mais impactantes em anos. Já Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, apesar das bilheterias muito boas (acima dos U$ 700 milhões), foram ofuscados na recepção do público.
Então nah, pouco orçamento não é um problema.
Na real, Mulher Maravilha tem até um orçamento decente, e ainda assim ele não vai definir em nada o sucesso do filme. Pode dar muito errado, e virar uma contenção de riscos, ou pode dar muito certo, e virar um ótimo custo-benefício (vide Jogos Vorazes ali acima). O que vai definir mesmo esse sucesso é o trabalho dos envolvidos, e a campanha de marketing feita. E claro, nós não repetirmos o caso lamentável de Ghost in the Shell.
Muita expectativa está nos ombros de Mulher Maravilha. O filme tem potencial realista de faturar bem? Tem sim. Ainda mais que pero si pero no, a personagem já foi apresentada (e bem recebida) pelo público. Então... Hype! O dia 2 de junho vem aí.



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